sábado, 20 de novembro de 2010

Desafio das Seitas

O Desafio das Seitas
Desde há muitos anos que se vêem grupos de pessoas, bem vestidos, e de uma lábia deveras convencedora, de porta em porta, a tentar vender a sua «banha de cobra», que é como quem diz, a sua religião. Estes indivíduos, com a sua persistência, tentam convencer-nos que o seu Deus é deveras o verdadeiro Deus e que o mundo está sobre o seu domínio na iminência de acabar a breve prazo. Já o previram por várias vezes, assustando os mais fracos, mas o que é certo é que o mundo ainda perdura. Bom ou mau, ainda não acabou para os que ainda cá estão, acabando todos os dias para aqueles que Deus chama à sua presença. Devo dizer que nada tenho contra quem o faz, e que muito admiro a sua sabedoria em relação à sua seita, convencidos de que é uma religião! É, pois sinal de que estudam a Biblia, na sua versão e a tomam ao seu estilo seguindo às riscas o que ela contem (uma versão alterada da verdadeira Bíblia católica).
E tudo isto porquê? A humanidade contemporânea, tornando-se antropocêntrica, forjou a «morte de Deus». Perante a sua incapacidade, da ciência e da técnica em responder às questões fundamentais, o ser humano, sente a necessidade da abertura à transcendência.
A inquietude espiritual da última década do século xx e princípio deste novo século, leva, necessariamente, o ser humano, entre muitas tentações de quietude, a uma busca de refúgios seguros, que o projectem para o infinito, na esperança de ser em plenitude.
Integradas numa sociedade da qual surgem e modelam, as seitas serão, na verdade, resposta válida para os anseios do nosso tempo? Ou não serão antes a afirmação de superficialidade e do consumismo que nos caracterizam? Afinal, a religião parece ter-se transformado num produto de mercado que cada um consome na medida que quer e da forma que entende mais conveniente.
Ainda que apoiadas em princípios diferentes, as seitas facultam a ameaça de construir sistemas fundados numa religião, muitas vezes secular, onde o totalitarismo, a alienação e o consequente fanatismo hasteiam bandeiras. E, se mal assimilados, acarretam consequências trágicas (veja-se o caso de algumas seitas, não permitirem tratamentos médicos adequados, deixando morrer as pessoas!).
O surgimento de toda e qualquer seita, está o protesto(descontentamento) contra a Igreja institucional, mas, ligadas a esta, estão, também movimentos, que muitas vezes são confundidos com seitas e que não pretendem, inicialmente, separar-se da sua Igreja, mas sim reformá-la, despertar para o autêntico carisma…
Geralmente, aderir a uma seita significa, na maior parte dos casos, romper com a sociedade, com os seus valores e as suas exigências. Assim se compreende que os jovens na faixa etária da interrogação e do protesto, constituam presa fácil nas garras desses predadores.
Parece, pois, um erro tremendo cair na desgraça de considerar a queda do verdadeiro Deus.
Convém, por isso, o melhor esclarecimento sobre tão candente realidade no meio da nossa juventude, pois a nossa abordagem pode ser considerada precipitada, se não estivermos preparados e não soubermos ouvir, discernir e interpretar as várias linguagens do nosso tempo e julgá-las à luz da Palavra de Deus, de modo que a verdade revelada, possa ser cada vez mais intimamente percebida, melhor compreendida e apresentada de um modo conveniente.
Porque é, hoje, reconhecido o afastamento de muitos cristãos dos meandros da Igreja, instalando-se, muitas das vezes a descrença, negando ou prescindindo de Deus. E o afastamento da Igreja, é muito complexo e variado!

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